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15 de jan. de 2013

Decisões

  Quando você é criança, a pergunta que você mais ouve é: "O que você quer ser quando crescer?". Então você responde que quer ser bailarina, professora, veterinária ou cantora - e no caso dos meninos, astronauta ou piloto de corrida -. Quer dizer então que, com apenas seis anos, a gente já tem que saber qual profissão iremos seguir? É, a pressão começa cedo. 
  Lembro muito bem que eu sempre dizia que queria ser veterinária, já tinha até planos com a minha prima. Nós teríamos, juntas, um pet shop. Até o nome já havia sido escolhido. Meu sonho era poder dar banho e escovar bichinhos fofos e peludos todos os dias. Só que em um - até então - belo dia, uma das minhas irmãs veio me contar o que realmente faz uma veterinária. Eu teria que dar injeções nos bichinhos, fazer cirurgias (abrir a barriga deles) e ouvi-los e vê-los sofrendo. Ela me disse até que, se o processo não desse certo, eu poderia matá-los.
  Matar os animais era o que eu menos queria. Eu queria vê-los bem vivinhos, fofos e saudáveis. Então quer dizer que, meu plano de ser veterinária, tinha ido por água abaixo... Mas a minha paixão por animaizinhos não morreu (e não morrerá). Hoje eu sei que é com eles que eu quero trabalhar. Não como veterinária. Mas com alguma outra coisa que só o destino sabe.
  Lembro também qual era a resposta da minha irmã mais nova pra essa pergunta intrigante. Ela dizia que seria bailarina pela manhã, professora à tarde e cantora à noite. Disseram pra ela que isso era impossível, que ela deveria escolher uma profissão só. Então, ela ainda tem tempo. Há tempo de sobra para ela descobrir o que ama e correr atrás. E, quem sabe, um dia, ela se torne bailarina. Ou professora. Ou cantora.



P.S.: Esse é o 100º (centésimo) post do blog! yay!
P.S.²: Texto e foto por: Liana Trabulci

19 de nov. de 2012

Sonhando...

 
  10h45min da manhã. Estou sentada na minha cama, enrolada em minhas aconchegantes cobertas e escrevendo, na minha máquina de escrever (Juliet), uma carta para a minha mãe, que está no Brasil. Snow, meu husky siberiano cinza que tem um olho azul e outro castanho, está deitado no chão ao meu lado, me encarando com aquele olhar de quem quer sair para dar uma volta. Não consigo resistir.
    Troco minhas roupas para encarar as ruas frias de Londres e saio com ele, tendo como destino o parque. No caminho, uma senhora me cumprimenta e eu retribuo meio hesitante, porque não me lembro de conhecê-la e a população de Londres não é a mais amigável.
    Faço uma parada em um café para tomar um chocolate quente e aquecer meu corpo.
    No parque, leva um tempo, mas finalmente encontro um banco vazio e vou me sentar para descansar com Snow.  Ele não parece querer descansar então, solto-o da coleira e deixo ele ir brincar um pouco. Rola na grama gelada, corre de um lado para o outro e brinca com pessoas e cachorros que ele acabou de conhecer, mas já os considera amigos.
    Snow corre até o rio e bebe um pouco de água. Não tenho certeza se ela é limpa, por isso, vou até ele e o prendo novamente na coleira. Brincamos mais um pouquinho e seguimos nosso caminho de volta para casa.
    Subimos até o nosso andar (4º) de escadas, para fazer mais um pouco de exercícios. Estou colocando a chave na fechadura quando vejo, na porta de frente para a minha, a senhora que me cumprimentou na rua. Ela é minha vizinha. Moro sozinha, apenas com Snow em um apartamento relativamente grande. Ao entrarmos, o telefone começa a tocar. Atendo e é Jack, um homem que trabalha na editora para a qual eu enviei meu livro, falando. Está ligando para dizer que meu livro foi lido e aprovado. Ele será publicado.
    Marco um horário para ir até a editora discutir alguns assuntos e nos despedimos. Coloco o telefone no gancho.
    E aí eu acordo.
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